Masters 1000 de Paris 2026: onde assistir e favoritos
O Masters 1000 de Paris 2026 — o Rolex Paris Masters — vai de 31 de outubro a 8 de novembro, na Plenitude Arena, em Nanterre, na região de Paris. É o nono e último Masters 1000 da temporada, disputado em quadra dura coberta, com chave principal de 2 a 8 de novembro, premiação total de € 6.309.095 e 1.000 pontos para o campeão. No Brasil, a transmissão fica com a ESPN (TV por assinatura) e o Disney+ (streaming). O torneio chega sem o campeão: Jannik Sinner, nº 1 do mundo, encerrou a temporada por lesão no joelho direito.
A seguir, o guia completo: datas, onde assistir, formato da chave, favoritos, a situação de João Fonseca, o peso do torneio na corrida ao ATP Finals e a história da competição.
O que é o Masters 1000 de Paris 2026 e quando acontece
| Item | Informação |
|---|---|
| Torneio | Rolex Paris Masters (ATP Masters 1000) |
| Datas | 31 de outubro a 8 de novembro de 2026 |
| Qualificatório | 31 de outubro e 1º de novembro |
| Chave principal | 2 a 8 de novembro |
| Final | Domingo, 8 de novembro |
| Local | Plenitude Arena — Nanterre (França) |
| Piso | Quadra dura coberta |
| Chave | 56 jogadores em simples / 24 duplas |
| Premiação | € 6.309.095 |
| Pontos do campeão | 1.000 |
| Edição | 54ª |
Esta é a 54ª edição de um torneio criado em 1969 e que só não foi disputado em 1971 e entre 1983 e 1985. Desde 2025, a competição deixou o Accor Arena, em Bercy, onde ficou de 1986 a 2024, e passou a ser jogada na arena de La Défense — hoje Plenitude Arena, depois do acordo de naming rights que entrou em vigor em 1º de julho de 2026. É a maior arena indoor da Europa, com cerca de 16.500 lugares montados para o tênis na quadra central.
O piso também mudou ao longo da história: carpete até 2006, quadra dura coberta desde 2007. Em 2026, o torneio foi empurrado uma semana para frente em relação às edições anteriores, e esse detalhe mexeu no calendário de pontos da ATP: os resultados de 2025 já tinham saído da conta do ranking antes da bola subir em Paris.
Onde assistir ao Masters 1000 de Paris 2026 no Brasil
No Brasil, o tênis em 2026 está com o grupo Disney: os jogos principais passam na ESPN, na TV por assinatura, e a cobertura completa aparece no Disney+, no streaming, com várias quadras ao mesmo tempo. O Tennis TV, serviço oficial da ATP, também exibe o torneio para assinantes. Não há transmissão em TV aberta nem opção gratuita legal no país.
As janelas de transmissão são divulgadas por rodada e mudam conforme o dia, então vale conferir a grade da semana antes de programar a torcida.
O fuso ajuda quem acompanha do Brasil: Paris fica 4 horas à frente de Brasília durante todo o torneio, porque o horário de verão europeu termina em 25 de outubro. Na prática, os jogos caem entre o fim da manhã e o começo da noite no horário brasileiro.
Para conhecer todas as opções legais de TV, streaming e canais no YouTube, o nosso guia de como assistir tênis ao vivo no Brasil reúne os caminhos seguros.
Datas, chave e pontuação
A chave de simples tem 56 jogadores, e os oito primeiros cabeças de chave entram direto na segunda rodada. Do 9º ao 16º, a estreia é na primeira rodada. O sorteio da chave sai na semana do torneio — até a publicação deste guia, os confrontos ainda não estavam definidos.
Cada fase vale uma quantidade diferente de pontos no ranking:
| Fase | Pontos |
|---|---|
| Campeão | 1.000 |
| Vice | 600 |
| Semifinal | 360 |
| Quartas de final | 180 |
| Oitavas de final | 90 |
| Terceira rodada | 45 |
| Segunda rodada | 10 |
Como é o último Masters 1000 do ano, Paris é também a última chance de somar pontos antes do ATP Finals. Depois dele, o calendário regular se encerra.
Sem Sinner: o campeão não defende o título
Jannik Sinner não joga em 2026. O italiano, nº 1 do mundo, encerrou a temporada por causa de uma lesão no joelho direito e só volta ao circuito em 2027. Ele é o campeão de Paris em 2025 e aparece na lista de desistentes desta edição; a vaga dele foi repassada ao espanhol Daniel Mérida.
O italiano também perde os 1.000 pontos do título do ano passado, que já saíram da conta dele por causa da mudança de data do torneio. Sem ele, Paris terá um campeão diferente do de 2025 — e a disputa pelo troféu fica mais aberta do que nas últimas edições.
Zverev, o cabeça 1: nº 1 do ano e a caça ao topo semanal
Alexander Zverev é o cabeça de chave 1 projetado e chega com o posto de número 1 do mundo no fim de 2026 já garantido. A confirmação matemática veio em 12 de outubro, quando a eliminação de Carlos Alcaraz em Xangai tirou do espanhol a última chance de alcançá-lo.
Será o primeiro alemão da história a fechar um ano no topo do ranking da ATP e o mais velho a conquistar o posto pela primeira vez. A temporada sustenta a posição: títulos de Roland Garros e US Open, vice de Wimbledon e semifinal no Australian Open — semifinal ou melhor nos quatro Grand Slams.
Falta o nº 1 do ranking semanal, que ainda pertence a Sinner. A ultrapassagem pode acontecer em 2 de novembro, dependendo dos resultados de Xangai e Viena, e não está garantida antes disso. Zverev, vale lembrar, já foi campeão em Paris em 2024.
Os favoritos e os cabeças de chave projetados
A lista abaixo é uma projeção feita com o ranking ao vivo de 16 de outubro. A seedagem oficial da ATP sai com o ranking de 26 de outubro, então a ordem pode mudar até o sorteio.
| Cabeça de chave | Jogador | País |
|---|---|---|
| 1 | Alexander Zverev | Alemanha |
| 2 | Carlos Alcaraz | Espanha |
| 3 | Ben Shelton | Estados Unidos |
| 4 | Daniil Medvedev | Rússia |
| 5 | Flavio Cobolli | Itália |
| 6 | Félix Auger-Aliassime | Canadá |
| 7 | Alex de Minaur | Austrália |
| 8 | Frances Tiafoe | Estados Unidos |
| 9 | Arthur Fils | França |
| 10 | Novak Djokovic | Sérvia |
| 11 | Rafael Jódar | Espanha |
| 12 | Taylor Fritz | Estados Unidos |
| 13 | Tommy Paul | Estados Unidos |
| 14 | Jakub Menšík | Tchéquia |
| 15 | Brandon Nakashima | Estados Unidos |
| 16 | Learner Tien | Estados Unidos |
Carlos Alcaraz é o nome mais observado depois de Zverev. O espanhol joga Viena (24 de outubro a 1º de novembro) como última parada antes de Paris, tem três títulos em 2026 — Australian Open, Doha e Tóquio — e 27 na carreira, incluindo sete Grand Slams. Vem de eliminação na terceira rodada de Xangai para o belga Zizou Bergs e já está garantido no ATP Finals.
Novak Djokovic, dono do recorde de títulos em Paris, aparece como cabeça 10 projetado. Holger Rune entra com ranking protegido. O francês Arthur Fils é o principal nome da casa, e o jovem espanhol Rafael Jódar chega como cabeça 11, ainda brigando por vaga em Turim.
João Fonseca em Paris: inscrito, mas com uma condição
João Fonseca está inscrito no Masters 1000 de Paris. O brasileiro, 29º do ranking e único representante do país no top 100 do simples, apareceu na lista divulgada em 8 de outubro e disputa o torneio pelo segundo ano consecutivo. A entrada é por ranking, mas a participação depende das condições físicas: ele ficou fora da gira asiática por causa de uma lesão abdominal.
Na edição de 2025, Fonseca estreou batendo Denis Shapovalov e caiu na segunda rodada para Karen Khachanov. São 50 pontos a defender em Paris.
Antes disso, porém, ele tem outra conta a acertar: o título do ATP 500 da Basileia, conquistado em 2025, vale 500 pontos, e o torneio suíço — que vai de 24 de outubro a 1º de novembro — deve marcar o retorno dele ao circuito depois do período de recuperação. É a semana que pode definir como o brasileiro chega a Paris.
Para acompanhar o efeito de cada resultado, o ranking ATP e WTA atualizado mostra a posição dos brasileiros e a movimentação do top 10.
O que está em jogo: a corrida ao ATP Finals
Paris fecha o calendário regular da ATP e é a última oportunidade de pontos antes do ATP Finals de Turim, de 15 a 22 de novembro, que reúne os oito melhores da temporada.
Na atualização de 12 de outubro, a corrida tinha Zverev já classificado e Sinner classificado, mas fora da temporada, com Alcaraz, Ben Shelton e Flavio Cobolli à frente de um grupo que ainda incluía Frances Tiafoe, Arthur Fils, Daniil Medvedev e Rafael Jódar. Como Sinner não joga, as vagas se reorganizam — e Paris é o último lugar para mexer nessa conta.
O hub da corrida ao ATP Finals acompanha a classificação em detalhe, e o calendário do tênis em 2026 mostra como a reta final se encaixa.
Os brasileiros nas duplas
Nas duplas, o Brasil tem motivo para acompanhar. Rafael Matos e Orlando Luz venceram Montreal e Cincinnati em 2026 — dois Masters 1000 na mesma temporada — e estão na briga por vaga no ATP Finals. Paris é a última parada de pontos antes de Turim.
A lista de duplas dos torneios é provisória e está sujeita às regras da ATP, com mudanças de última hora sendo comuns nessa fase do calendário.
História e campeões do Masters de Paris
O Masters de Paris nasceu em 1969 e virou parte fixa do circuito indoor europeu. Passou pelo Stade Pierre de Coubertin, ganhou fama no Accor Arena, em Bercy, e desde 2025 é disputado na arena de La Défense.
Novak Djokovic é o maior campeão da história do torneio, com sete títulos (2009, 2013, 2014, 2015, 2019, 2021 e 2023). Ele também é o único jogador a defender o título, emendando 2013, 2014 e 2015.
| Ano | Campeão |
|---|---|
| 2025 | Jannik Sinner |
| 2024 | Alexander Zverev |
| 2023 | Novak Djokovic |
| 2022 | Holger Rune |
| 2021 | Novak Djokovic |
| 2020 | Daniil Medvedev |
| 2019 | Novak Djokovic |
| 2018 | Karen Khachanov |
| 2017 | Jack Sock |
Em duplas, o título de 2025 ficou com o finlandês Harri Heliövaara e o britânico Henry Patten.