Andy Murray, para muitos, é considerado o maior tenista britânico da história, construindo uma carreira cheia de conquistas e momentos marcantes. Embora nomes como Fred Perry e Virginia Wade estejam na lista dos grandes do tênis do Reino Unido, a trajetória de Murray, diante de tudo que conquistou, brilha como a mais destacada.
Jogando em uma das eras mais competitivas do tênis, quando Roger Federer, Novak Djokovic e Rafael Nadal dominavam as quadras, o escocês garantiu três títulos de Grand Slam, duas medalhas de ouro olímpicas e chegou ao topo do ranking mundial.
Mas nem sempre sua jornada foi tranquila. Por muito tempo, Murray sentiu dificuldade em ser aceito pelo público britânico. Em uma entrevista marcante no final de 2012, ele falou sobre sua transformação naquele ano, quando seu reconhecimento e apoio público começaram a crescer de forma significativa.
Naquele ano, Murray quase conquistou Wimbledon, ficando com o vice-campeonato ao perder a final para Federer. Contudo, sua virada aconteceu nas Olimpíadas de Londres 2012, quando faturou o ouro jogando em casa, diante da torcida britânica. Pouco depois, ele conquistaria seu primeiro título de Grand Slam na carreira, no US Open.
Sobre esse período, Murray compartilhou com o Mirror:
“Depois daquele verão, especialmente depois das Olimpíadas, me senti muito mais à vontade para andar pelas ruas. Passei a andar de cabeça erguida, com mais confiança, algo que antes eu evitava, com a cabeça baixa, tentando não chamar atenção.
Agora, se alguém diz algo para mim, é algo positivo – tipo ‘parabéns’ ou ‘bom trabalho’. Isso mudou muito depois daquele momento em Londres. O apoio e a atmosfera na final olímpica foram simplesmente incríveis, e isso fez toda a diferença para mim.
Após aquela partida, senti que fui mais aceito, me senti melhor comigo mesmo. Eu sabia que havia uma responsabilidade grande, pois fazia seis anos que nenhum britânico vencera um Grand Slam, e eu sentia que estava carregando essa expectativa.
É um alívio poder jogar sem essa pressão constante e focar no que ainda posso conquistar.”
No ano de 2012, Murray teve um desempenho excepcional: 56 vitórias contra 16 derrotas, três títulos no circuito e finais em dois Grand Slams — Wimbledon e US Open — além de uma semifinal no Australian Open. Ele também conquistou o torneio de Brisbane, fora dos grandes eventos.
Com premiações que ultrapassaram os 5 milhões de dólares, Murray finalizou a temporada como terceiro do ranking mundial, atrás apenas de Djokovic e Federer. Essa sólida campanha abriu caminho para 2013, ano em que ele conquistaria pela primeira vez o título de Wimbledon, escrevendo seu nome ainda mais fundo na história do tênis.
Andy Murray é um exemplo de perseverança, talento e superação, e seu 2012 foi definitivamente o ano em que ele se firmou não só nas quadras, mas também no coração dos britânicos.
Fonte: The Tennis Gazette
