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Masters 1000 de Paris 2026: chave e caminho dos favoritos

A chave do Masters 1000 de Paris 2026 pôs Zverev e Djokovic no mesmo quadrante e Alcaraz do outro lado; veja as estreias, os favoritos e a corrida ao Finals.

Equipe Editorial Esporte Tênis 7 min de leitura
Masters 1000 de Paris 2026: chave e caminho dos favoritos

A chave do Masters 1000 de Paris 2026 foi sorteada na noite de sexta-feira (30), na Plenitude Arena, e definiu um caminho sem atalhos para os principais nomes do último Masters 1000 da temporada. Alexander Zverev, cabeça 1, e Carlos Alcaraz, cabeça 2, ficaram em lados opostos e só podem se encontrar na final. Novak Djokovic, cabeça 10, caiu no mesmo quadrante do alemão e estreia contra Valentin Vacherot. A chave principal começa na segunda-feira (2) e termina em 8 de novembro.

O torneio celebra a 40ª edição em quadra dura coberta, em Nanterre, na região de Paris, com chave de 56 jogadores e bye para os oito primeiros cabeças de chave. São 1.000 pontos para o campeão e € 6.309.095 de premiação total — os últimos pontos em jogo antes do ATP Finals de Turim, marcado para 15 a 22 de novembro.

Como ficou a chave do Masters 1000 de Paris 2026

As quartas de final teóricas, se os cabeças de chave cumprirem o ranking, são estas:

Quarta teórica Cabeças Caminho até lá
Zverev x De Minaur 1 x 8 Zverev estreia contra Musetti ou Hurkacz; De Minaur espera Rublev ou Etcheverry
Shelton x Tiafoe 3 x 7 Shelton pega Norrie ou Arnaldi; Tiafoe espera Paul, Rune ou Halys
Cobolli x Medvedev 5 x 4 Cobolli estreia contra Gea ou qualificado; Medvedev espera Davidovich Fokina ou Kouame
Fils x Alcaraz 6 x 2 Fils estreia contra Jacquet ou qualificado; Alcaraz espera Lehecka ou Michelsen

Zverev e Alcaraz só se cruzam na final. Do lado do alemão, a metade de cima ainda reúne Shelton e Tiafoe. Na metade de baixo, Alcaraz divide espaço com Fils, Cobolli e Medvedev.

Zverev estreia como número 1 do mundo

O sorteio caiu na mesma semana em que Zverev garantiu o topo do ranking: na segunda-feira (2), ele assume a liderança da ATP e se torna o 30º jogador da história a chegar ao posto — o primeiro alemão a fechar uma temporada no topo. O reinado de Jannik Sinner, iniciado em abril, termina justamente na semana do último Masters 1000 do ano.

O caminho do novo número 1 tem armadilhas cedo. Com bye na primeira rodada, ele encara o vencedor de Lorenzo Musetti e Hubert Hurkacz — o italiano vem de título em Lyon, o primeiro em quatro anos, e o polonês fez boa gira asiática. Nas oitavas, o adversário pode ser Learner Tien (15) ou Stefanos Tsitsipas. Nas quartas, o cenário mais pesado: Djokovic ou Alex de Minaur (8).

Djokovic sem bye e com a vaga em Turim em risco

Sete vezes campeão em Paris, Djokovic é o maior vencedor da história do torneio, mas desta vez não tem o privilégio reservado aos oito primeiros cabeças de chave. Cabeça 10, ele estreia contra Vacherot, monegasco que vem de ótima campanha na Basileia, nesta segunda ou terça. Depois, o caminho aponta para Luciano Darderi ou um qualificado e, nas oitavas, para o setor de De Minaur, que espera Rublev ou Etcheverry.

A chave importa porque a corrida ao ATP Finals está apertada para o sérvio. Na atualização da noite de 30 de outubro da Live Race, ele aparecia em 11º com 2.900 pontos, cerca de 309 atrás de Rafael Jodar (3.209), que ocupa a última vaga classificatória. Com Sinner fora da temporada, o nono lugar dá vaga em Turim — e Paris é a última chance de somar. Seria a 17ª participação de Djokovic no torneio de encerramento.

Alcaraz, Fils e um quadrante com muitas dúvidas

Alcaraz também folga na estreia e espera o vencedor de Jiri Lehecka e Alex Michelsen. O setor dele é povoado: Ugo Humbert e Botic van de Zandschulp, Matteo Berrettini e Brandon Nakashima (14), além de Taylor Fritz (11). Nas quartas, o nome mais provável é Arthur Fils (6), que estreia contra Kyrian Jacquet ou um qualificado — mas o francês sai de abandono nas quartas da Basileia, contra Fritz, perdendo 6/2 e 2/0, e virou dúvida.

O outro lado da parte de baixo tem Flavio Cobolli (5) diante de Arthur Gea ou um qualificado, com Casper Ruud e o duelo entre Alejandro Tabilo e Rafael Jodar (9) no mesmo setor. Cobolli também deixou Viena machucado, com problema no quadril, nas oitavas contra Berrettini — a imprensa italiana falava em incômodo muscular pequeno e não descartava sua presença em Paris.

As estreias de peso da primeira rodada

Confronto Por que importa
Musetti x Hurkacz Define o primeiro adversário de Zverev
Djokovic x Vacherot Ex-top 1 contra o algoz de Jodar na Basileia
Tien x Tsitsipas Cabeça 15 contra o grego Stefanos Tsitsipas
Paul x Rune Cabeça 12 contra dinamarquês que joga com ranking protegido
Michelsen x Lehecka Define o estreante de Alcaraz
Shapovalov x Khachanov Duelo de experientes na parte de Medvedev

Os espaços de qualificado e de special exempt seguiam abertos até o fim do qualificatório, disputado neste sábado (31) e no domingo (1º).

O que a semana decide na corrida ao ATP Finals

Zverev, Alcaraz, Ben Shelton e Daniil Medvedev já estão classificados — o russo garantiu a vaga na sexta-feira, ao bater Adrian Mannarino nas quartas de Viena. Restam quatro lugares, e a ordem na Live Race depois daquela rodada era:

# Jogador Pontos
6 Flavio Cobolli 3.690
7 Arthur Fils 3.535
8 Frances Tiafoe 3.430
9 Rafael Jodar 3.209
10 Alex de Minaur 3.080
11 Novak Djokovic 2.900
12 Taylor Fritz 2.895
13 Tommy Paul 2.775

Tiafoe caiu na estreia em Viena, para Musetti, e Jodar parou nas oitavas da Basileia, diante de Vacherot. De Minaur ainda podia chegar a 3.380 com o título em Viena, e Fritz a 3.195 com o título na Basileia — números que podem mudar a ordem antes da bola subir em Paris. O quadro completo da disputa está no hub da corrida ao ATP Finals.

Brasil: Fonseca fora, Luz e Matos na briga nas duplas

Não há brasileiro na chave de simples. João Fonseca, 29º do ranking, encerrou a temporada por lesão e desistiu da Basileia e de Paris: perde 550 pontos (500 do título na Basileia e 50 do Masters francês) e deve terminar o ano perto do 40º lugar. A exibição contra Carlos Alcaraz, em 12 de dezembro, em São Paulo, segue confirmada. O torneio também confirmou as baixas de Felix Auger-Aliassime e Alexander Bublik, ambas por lesão.

Nas duplas, a torcida brasileira tem motivo para acompanhar. Orlando Luz e Rafael Matos, campeões em Montréal e Cincinnati — a primeira dupla 100% brasileira a vencer um Masters 1000 —, eram a 8ª dupla da corrida com 3.905 pontos, atrás dos franceses Théo Arribagé e Albano Olivetti (4.030) e com 130 de vantagem sobre Guido Andreozzi e Manuel Guinard. Restavam três vagas, e a definição passa por Paris.

Onde e a que horas assistir no Brasil

A transmissão é da ESPN, na TV por assinatura, e do Disney+, no streaming; o Tennis TV, serviço oficial da ATP, também exibe o torneio para assinantes. Não há TV aberta nem opção gratuita legal no país.

Paris está quatro horas à frente de Brasília. A sessão diurna começa às 11h locais, ou 7h de Brasília, e a noturna às 19h, ou 15h de Brasília. A final de simples de domingo (8) não começa antes das 15h locais, 11h de Brasília. As janelas mudam por rodada, então vale conferir a grade da semana — o guia completo do torneio está em Masters 1000 de Paris 2026.

Quando começa a chave principal do Masters 1000 de Paris 2026? Na segunda-feira, 2 de novembro, com a final marcada para domingo, 8 de novembro. O qualificatório ocupa 31 de outubro e 1º de novembro.

Quem estreia contra quem? Djokovic enfrenta Valentin Vacherot; Musetti pega Hurkacz; Tien encara Tsitsipas; Paul duela com Rune; Michelsen joga contra Lehecka, e o vencedor encontra Alcaraz na segunda rodada. Zverev, Alcaraz, Shelton, Medvedev, Cobolli, Fils, Tiafoe e De Minaur têm bye.

Zverev e Alcaraz podem se enfrentar antes da final? Não. O sorteio colocou os dois em lados opostos da chave, então um duelo entre eles só acontece na decisão.

Djokovic joga em Paris? Sim. Cabeça 10, ele estreia contra Vacherot e tenta somar os pontos que faltam para voltar ao ATP Finals.

João Fonseca joga o torneio? Não. O brasileiro encerrou a temporada por lesão e não disputa Paris; a previsão de retorno é 2027.

Quantos pontos vale o título? 1.000 pontos no ranking, a mesma pontuação dos outros Masters 1000.

Atualizado em 31 de outubro de 2026. Números da corrida ao ATP Finals referentes à atualização de 30 de outubro.


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