A temporada 2026 promete grandes emoções para os britânicos Jack Draper e Emma Raducanu, que vão começar o ano juntos na United Cup, competição mista por equipes que reúne os melhores jogadores do mundo em diversas cidades da Austrália. Apesar de um 2025 marcado por altos e baixos, especialmente para Draper, que sofreu com uma lesão no braço, ambos chegam motivados a mostrar seu potencial e brigar por bons resultados.

Jack Draper teve um 2025 de destaque antes do problema físico, conquistando sua primeira vitória importante no Masters 1000 de Indian Wells e alcançando o top 4 do ranking mundial — marca crucial na carreira de um jovem tenista. Do lado feminino, Emma Raducanu também fez sua temporada mais sólida desde 2021, subindo para o top 30 e garantindo a entrada como cabeça de chave no Australian Open, um feito que aumenta as expectativas para seu crescimento no circuito.

No sorteio da United Cup, o Reino Unido foi colocado no grupo com Grécia e Japão. A estreia será contra os japoneses, no dia 4 de janeiro, na RAC Arena em Perth, Austrália. Emma Raducanu terá um duelo complicado contra Naomi Osaka, ex-número 1 do mundo e campeã de Grand Slam. Apesar do desafio, Raducanu conta com a motivação por ter vencido sua única partida contra a japonesa, no Washington Open de 2025, em sets diretos, uma das vitórias mais marcantes da britânica no último ano.

Jack Draper enfrentará o japonês Shintaro Mochizuki, atualmente número 100 do mundo. Embora ainda não tenham se enfrentado antes, Draper chega com larga vantagem no ranking, quase 90 posições à frente.

No dia seguinte, 5 de janeiro, o time britânico encara a seleção grega, que promete forte resistência. Draper terá pela frente Stefanos Tsitsipas, atual número 34 do mundo e um adversário de peso. O lado positivo para Draper é que, nas duas vezes em que se enfrentaram no ATP Tour, ele saiu vencedor — nas disputas de Indian Wells 2022 e Cincinnati 2024.

Emma Raducanu fará um confronto interessante contra Maria Sakkari, ex-número 3 do mundo e uma das jogadoras mais consistentes do circuito. A britânica tem um retrospecto surpreendente diante da grega: já encararam quatro vezes em quadra e Raducanu não perdeu nenhum set, incluindo jogos importantes no US Open, Wimbledon, Dubai Open e Washington Open.

A United Cup é uma excelente oportunidade para Draper e Raducanu retomarem o ritmo intenso das competições e mostraram que podem ser figuras centrais no tênis mundial nos próximos anos.

Fonte: Tennishead