A jovem britânica Emma Raducanu, uma das maiores revelações do tênis mundial, já pode comemorar uma de suas metas da temporada, mesmo tendo anunciado um fim antecipado de sua campanha anual devido a problemas de saúde.
Emma, que tem apenas 22 anos, enfrentou altos e baixos ao longo da temporada. Brilhou com vitórias marcantes em Wimbledon e no US Open, eventos que a consolidaram novamente como número 1 do tênis britânico. No entanto, suas dificuldades físicas se agravam perto do fim do ano, como ficou evidente no torneio de Ningbo, na China, onde precisou de atendimento médico e acabou eliminada na primeira rodada em uma partida disputada em três sets.
Após esses desafios, Raducanu decidiu encerrar a temporada mais cedo, mas confirmou que continuará trabalhando com seu treinador Francisco Roig em 2026, reforçando seu compromisso com a preparação para as próximas competições.
Essa pausa impactava o sonho dela de ser cabeça de chave no Australian Open, primeiro Grand Slam do próximo ano. Classificada em 29º lugar no ranking da WTA ao se retirar de seus últimos dois torneios em 2025, Emma ficou na dúvida se conseguiria manter sua posição entre as 32 primeiras jogadoras, condição necessária para receber o benefício de ser cabeçote e, assim, evitar jogar contra as principais rivais já nas primeiras rodadas.
Com o final da temporada oficializado, Raducanu pode respirar aliviada: ela terminou o ano exatamente na 29ª colocação do ranking mundial, garantindo boas chances de ser cabeça de chave em Melbourne. A posição no ranking passa a ser crucial para a jovem atleta, que acredita que uma boa colocação pode fazer diferença na sua trajetória nos torneios.
Emma comentou sobre sua meta inicial: “Meu objetivo para as próximas semanas é tentar ser cabeça de chave no Australian Open. Vou fazer tudo que puder para alcançar isso. Quanto mais alto meu ranking, melhor.”
Ela também refletiu sobre as vantagens e desafios de ser uma jogadora bem posicionada: “Você pode ter mais chances de avançar no chaveamento, mas ainda assim pode enfrentar as melhores jogadoras logo no começo. Existe uma questão de sorte, mas o importante é fazer sempre o seu melhor para aumentar as chances.”
Além disso, Raducanu destacou seu papel como inspiração para os jovens: “É muito legal lembrar que você está motivando pessoas mais novas a jogar. Mas é fácil se perder nisso tudo, pois você fica muito focada no seu próprio mundo. Quero continuar sendo um bom exemplo dentro de quadra, mostrando uma boa atitude. Sei que às vezes outros jogadores ficam irritados ou perdem a paciência, e é normal não estar sempre bem durante uma partida, mas procuro sempre passar a melhor imagem possível. Nunca sabemos quem está assistindo e não quero influenciar negativamente as novas gerações.”
Atualmente, Emma Raducanu é a única britânica entre as 32 primeiras colocadas no ranking da WTA, que neste ano teve a liderança da bielorrussa Aryna Sabalenka. Logo atrás, a polonesa Iga Swiatek ficou na segunda posição, seguida pela americana Coco Gauff no terceiro lugar e a jovem americana Amanda Anisimova fechando o top 4, após uma temporada de destaque.
Top 5 do ranking WTA 2025
- Aryna Sabalenka – 10.870 pontos
- Iga Swiatek – 8.395 pontos
- Coco Gauff – 6.763 pontos
- Amanda Anisimova – 6.287 pontos
- Elena Rybakina – 5.850 pontos
Com esse cenário, Emma caminha com confiança para o próximo ano, focada em manter ou até melhorar sua colocação, pronta para brilhar nos principais torneios do circuito.
Fonte: Mirror
