João Fonseca cai a 40º no ranking ATP e encerra a temporada
João Fonseca é o 40º colocado do ranking da ATP na atualização desta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, e não volta a competir nesta temporada. O brasileiro de 20 anos perdeu 12 posições em uma semana — os 500 pontos do título da Basileia de 2025 saíram da conta — e anunciou em 17 de outubro que só retorna às quadras em 2027, para priorizar a recuperação de uma lesão abdominal.
É a pior colocação dele desde outubro do ano passado e o desfecho de um ano sem títulos, marcado por problemas físicos em série. A seguir, o que explica a queda, o balanço da temporada e o que a 40ª posição muda para o início de 2027.
Por que João Fonseca caiu no ranking
A queda tem uma causa direta: Fonseca não defendeu o título do ATP 500 da Basileia, conquistado em 2025. Os 500 pontos do troféu deixaram sua conta nesta segunda-feira, mesmo com o torneio suíço em disputa na mesma semana. A ausência no Masters 1000 de Paris, no início de novembro, tira outros 50 pontos.
Antes da atualização, ele era o 29º do mundo. A projeção divulgada pela Exame apontava um fim de temporada na 45ª posição, com 1.200 pontos — a conta considerava a perda da Basileia e de Paris. A lista desta segunda-feira saiu melhor do que o previsto, mas o movimento é o mesmo: o brasileiro já não tem torneios no calendário para somar pontos em 2026.
Vale lembrar de onde ele vinha. Em 2025, o título em Basileia o levou da 46ª para a 28ª colocação; depois, ele chegou à 24ª posição, melhor ranking da carreira, com que fechou o ano.
A temporada 2026 em números
| Item | 2026 |
|---|---|
| Vitórias | 20 |
| Partidas disputadas | 33 |
| Títulos | 0 |
| Semifinais de ATP | 0 |
| Melhor ranking | 24º (melhor da carreira) |
| Melhores resultados | Quartas de final em Monte Carlo, Munique e Roland Garros |
O ponto alto foi Roland Garros: em Paris, Fonseca eliminou Novak Djokovic e Casper Ruud e chegou às quartas de final, terminando o torneio na 25ª posição do ranking. Antes, teve campanhas de quartas em Monte Carlo e Munique, na recuperação dele no saibro europeu.
O ano, porém, começou travado. Dores na lombar, ligadas a uma condição crônica na coluna, o tiraram dos ATPs 250 de Brisbane e Adelaide; ele disputou o Australian Open, mas perdeu na estreia para o norte-americano Eliot Spizzirri. Em maio, um problema no punho direito o fez desistir de Hamburgo. Em junho, um desconforto no ombro direito o afastou de Eastbourne — ele voltou em Wimbledon e chegou à terceira rodada.
A lesão abdominal e o fim antecipado
O último capítulo começou no Masters 1000 de Cincinnati, em agosto. Cabeça de chave 23, Fonseca venceu Botic van de Zandschulp por 6/4 e 7/6 (7-2) na estreia e, durante um treino, sentiu um incômodo no lado esquerdo do abdômen. Desistiu do torneio antes da terceira rodada e, na sequência, ficou fora do US Open, de Tóquio e de Xangai.
Desde então, jogou apenas uma partida: contra Dominic Stricker, pela Copa Davis, em setembro. Ainda havia a expectativa de voltar a tempo de Basileia e Paris, mas a recuperação não evoluiu como o esperado.
No comunicado em que encerrou a temporada, o tenista explicou a decisão:
"No entanto, em conjunto com a minha equipe, entendi que ainda não estou em condições ideais para competir no nível que gostaria e que não precisamos apressar a minha volta. Assim, decidimos priorizar a recuperação e focar no planejamento para 2027."
Mesmo ausente, Fonseca seguiu como atração na Basileia: um adesivo com a foto dele estampa a quadra do torneio ao lado de Stan Wawrinka, que faz a despedida das quadras, e de Casper Ruud.
O que a 40ª posição muda para 2027
O ranking de Fonseca nesta segunda-feira é o mesmo que o Brasil Tênis descreve como uma faixa que "preserva boa projeção para os torneios do ano que vem". A posição, porém, pode piorar um pouco até o fim do ano: os concorrentes seguem somando pontos em Paris e nas ATP Finals, e ele não.
O primeiro grande compromisso de 2027 é o Australian Open, em janeiro. A posição no ranking pesa nesse retorno, porque é ela que define o sorteio e os cabeças de chave dos torneios.
Há um alívio no horizonte. Como não jogou mais nada em 2026, ele chega a 2027 sem pontos do fim de temporada a defender, o que abre espaço para subir se voltar em ritmo. A prioridade declarada é recuperar a condição física e mental para não precisar interromper o calendário outra vez.
Para acompanhar como o ranking se move até novembro, o ranking ATP e WTA atualizado reúne as posições e os brasileiros na lista. A corrida ao ATP Finals mostra quem ainda está somando pontos — e por que a posição de Fonseca pode oscilar. O contexto da lesão está em Fonseca fora do US Open 2026, e o torneio em que ele era campeão tem guia em ATP 500 da Basileia 2026.
Os outros brasileiros no ranking
O Brasil tem cinco jogadores no top 200 nesta semana. O maior salto foi de Matheus Pucinelli, que subiu 44 posições e voltou à faixa após conquistar o Challenger 75 de Cali, o maior título da carreira.
| Jogador | Posição |
|---|---|
| João Fonseca | 40º |
| Thiago Wild | 111º |
| Gustavo Heide | 113º |
| João Lucas Reis | 186º |
| Matheus Pucinelli | 196º |
Fora do top 200, Felipe Meligeni subiu 52 degraus e aparece em 344º. Pedro Boscardin perdeu 14 posições (296º), enquanto João Schiessl ganhou 65 (547º) e Lucas Andrade subiu 81, chegando ao 582º lugar e estreando no top 600.