O Livesport Prague Open 2026, torneio WTA 250 disputado em quadras duras ao ar livre no TK Sparta Praha, está pegando fogo nesta reta final. A tcheca Marie Bouzkova, cabeça de chave nº 1 e atual campeã, já está nas quartas de final após duas vitórias convincentes, mantendo vivo o sonho do tricampeonato. Realizado entre 20 e 26 de julho, o torneio na capital tcheca marca o pontapé inicial da gira norte-americana de quadras duras que culmina no US Open, em setembro.

Bouzkova em busca do terceiro título em Praga

Marie Bouzkova, número 21 do mundo, tem uma relação especial com o torneio de Praga. Ela venceu o evento pela primeira vez em 2022, derrotando Anastasia Potapova na final por 6-0, 6-3, e repetiu o feito em 2025 ao superar Linda Noskova por 2-6, 6-1, 6-3 em uma batalha de três sets. Agora, busca o terceiro título — o que a deixaria isolada como a maior vencedora da história do evento na era WTA.

A campanha de Bouzkova em 2026 começou firme. Na primeira rodada, ela superou a espanhola Jessica Bouzas Maneiro por 7-5, 7-5 em uma partida de alto nível. Na segunda rodada, enfrentou a norte-americana Carol Lee e venceu por 7-5, 6-4, demonstrando consistência e controle emocional. A caminhada da tcheca ganha ainda mais peso considerando que ela vem de uma temporada sólida, que incluiu o título do Nottingham Open em junho — seu primeiro título na grama — e uma campanha até a terceira rodada em Wimbledon.

Chave do Prague Open 2026 repleta de estrelas e talento local

A chave de 32 jogadoras conta com um forte elenco. Além de Bouzkova, a belga Elise Mertens (nº 24 do mundo), a tcheca Barbora Krejcikova (nº 26) e a grega Maria Sakkari (nº 33) são cabeças de chave e candidatas ao título. Krejcikova, que venceu o Prague Open em 2021 semanas antes de conquistar Roland Garros, estreou com uma vitória sólida sobre Linda Fruhvirtova por 6-2, 6-4.

O torneio também tem um sabor especial para o tênis tcheco. O TK Sparta Praha, que sedia o evento, é um dos clubes mais tradicionais do país — fundado em 1905 e que já revelou gerações de tenistas. Não por acaso, a chave deste ano inclui pelo menos cinco jogadoras tchecas: Bouzkova, Krejcikova, Sara Bejlek, Nikola Bartunkova e Tereza Valentova. A campeã de Wimbledon 2026, Linda Noskova, não está competindo, mas deve marcar presença no torneio para receber uma homenagem do público local.

Entre as estreantes que chamaram atenção está Daria Snigur, ucraniana cabeça de chave nº 8, que precisou de três sets para superar a alemã Ella Seidel: 7-5, 3-6, 6-3. Outra história interessante é a da tcheca Dominika Salkova, que eliminou a croata Antonia Ruzic, sexta cabeça de chave, por 7-6 (2), 6-4 na primeira rodada.

Prague Open 2026: o primeiro passo rumo ao US Open

O Prague Open ocupa uma posição estratégica no calendário do tênis feminino. Com a temporada de grama encerrada, a gira de quadras duras — conhecida como Hard-Court Swing — começa em Praga e segue por 10 semanas intensas. Depois da capital tcheca, a bola vai quicar em Washington (WTA 500), Toronto (WTA 1000), Cincinnati (WTA 1000) e Monterrey (WTA 500), antes do grande encerramento no US Open, em Nova York, entre 31 de agosto e 12 de setembro.

Para as jogadoras que buscam pontos preciosos no ranking e ritmo de jogo em quadra rápida, Praga é o laboratório ideal. O evento distribui US$ 283.347 em prêmios, sendo que a campeã leva US$ 37.390 e 250 pontos no ranking WTA. A final está marcada para domingo, 26 de julho.

Tradição e renovação no Prague Open

Desde que foi promovido ao circuito WTA em 2015 — após cinco anos como torneio ITF — o Prague Open construiu uma rica história. Nomes como Petra Kvitova, Karolina Pliskova, Lucie Safarova e Simona Halep já levantaram o troféu. Safarova, com três títulos (2012, 2013 e 2016), é a maior vencedora da história do evento.

Em 2020, a romena Simona Halep venceu o torneio ao derrotar Elise Mertens na final, em uma edição realizada em meio às restrições da pandemia. Em 2021, Barbora Krejcikova usou o título em Praga como trampolim para conquistar Roland Garros semanas depois — uma prova de que o torneio pode ser um termômetro para grandes feitos.

Originalmente disputado no saibro, o torneio migrou para as quadras duras em 2021, uma mudança que reflete o posicionamento do evento como preparação para a gira norte-americana. O TK Sparta Praha, com sua estrutura de nível nacional, oferece condições ideais para que as jogadoras ajustem seus golpes para as quadras rápidas que as aguardam nos Estados Unidos.

A edição de 2026 promete emoções até o último ponto. Bouzkova busca consolidar seu nome na história, Krejcikova tenta repetir a mágica de 2021, e as jovens tchecas querem mostrar que o futuro do tênis do país passa por Praga. Uma coisa é certa: de 20 a 26 de julho, a capital tcheca é o centro do tênis feminino mundial.