O WTA Finals 2026 acontece de 8 a 15 de novembro, no Indian Wells Tennis Garden, na Califórnia, e no Brasil a transmissão é da ESPN, na TV por assinatura, com sinal também no Disney+. O torneio reúne as oito melhores tenistas e as oito melhores duplas da temporada, e o Brasil tem uma representante garantida: Luisa Stefani, nas duplas, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski.
É a primeira edição do Finals em Indian Wells depois de duas temporadas em Riad, na Arábia Saudita. A mudança de sede já foi anunciada em julho e altera o cenário do torneio: em vez das quadras da Arábia, as melhores do ano jogam no mesmo complexo que recebe o BNP Paribas Open, em quadra dura e em noites mais frias do deserto californiano.
Onde assistir ao WTA Finals 2026 no Brasil
A ESPN detém os direitos do circuito WTA no Brasil até o fim de 2026, e o WTA Finals é a última grande competição feminina da emissora nesse contrato — a partir de 2027, os torneios da WTA passam para a CazéTV.
- ESPN (TV por assinatura): os canais ESPN exibem os principais jogos, com narração em português.
- Disney+ (streaming): leva o sinal da ESPN para celular, smart TV e computador, no plano que inclui o conteúdo esportivo.
A grade oficial de 2026 ainda não havia sido divulgada até meados de outubro. Em 2025, o torneio passou na ESPN 2, ESPN 3 e no Disney+, e o caminho deve ser parecido. Vale o alerta: em torneios menores da gira asiática deste ano, parte dos jogos da WTA ficou só no Disney+, fora dos canais de TV. Não existe transmissão ao vivo legal e gratuita do WTA Finals no Brasil.
Datas, horários e fuso de Brasília
- Fase de grupos: domingo, 8, a sexta-feira, 13 de novembro.
- Semifinais e finais: sábado e domingo, 14 e 15 de novembro, com as decisões de simples e de duplas.
Em novembro, Indian Wells está cinco horas atrás de Brasília, porque os Estados Unidos saem do horário de verão em 1º de novembro. Os portões abrem às 10h30 no horário local, o que equivale a 15h30 em Brasília. A organização ainda não publicou o horário das sessões, e a ordem dos jogos sai na noite anterior a cada rodada. Na prática, o torcedor brasileiro acompanha os jogos da tarde até a madrugada: uma partida marcada para as 19h na Califórnia começa à meia-noite em Brasília.
As oito classificadas do WTA Finals 2026
| # | Tenista | Classificada em | Temporada 2026 (V-D e títulos) | Melhor resultado no Finals |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Elena Rybakina (Cazaquistão) | 14/09 | 49-14; 3 títulos (Australian Open, Stuttgart, US Open) | Campeã (2025) |
| 2 | Aryna Sabalenka | 29/09 | 47-10; 3 (Brisbane, Indian Wells, Miami) | Vice (2022, 2025) |
| 3 | Mirra Andreeva | 09/10 | 50-16; 3 (Adelaide, Linz, Roland Garros) | Estreia |
| 4 | Linda Nosková (Tchéquia) | 09/10 | 35-15; 2 (Berlim, Wimbledon) | Estreia |
| 5 | Jessica Pegula (EUA) | 14/10 | 50-13; 2 (Dubai, Charleston) | Vice (2023) |
| 6 | Coco Gauff (EUA) | 14/10 | 47-15; 1 (Cincinnati) | Campeã (2024) |
| 7 | Elina Svitolina (Ucrânia) | 17/10 | 46-14; 2 (Auckland, Roma) | Campeã (2018) |
| 8 | Karolína Muchová (Tchéquia) | 21/10 | 40-11; 2 (Doha, Bad Homburg) | Estreia |
Elena Rybakina chega como número 1 do mundo e defensora do título. Ela abriu a temporada com o Australian Open, fechou a temporada de Grand Slams com o US Open — as duas finais vencidas contra Sabalenka — e ainda ganhou em Stuttgart.
Aryna Sabalenka é a única do grupo que já foi vice duas vezes no Finals, em 2022 e 2025. Em 2026, ela faturou Indian Wells e Miami em sequência e completou a "Sunshine Double", feito que só outras quatro mulheres haviam alcançado. Chega descansada, mas com pouco ritmo: perdeu dois dos três jogos que disputou na gira asiática.
Mirra Andreeva, de 19 anos, faz a estreia no torneio no melhor momento da carreira. Campeã de Roland Garros, ela chegou ao número 3 do mundo e divide com Pegula a liderança de vitórias na temporada, com 50.
Linda Nosková, 21 anos, também estreia. Campeã de Wimbledon como cabeça de chave número 9 e vencedora em Berlim na semana anterior ao Grand Slam, ela desistiu de Wuhan com lesão na panturrilha esquerda, mas tem tempo para se recuperar.
Jessica Pegula é presença constante: esta é a quinta classificação seguida. Teve a melhor porcentagem de vitórias do circuito em 2026, com títulos em Dubai e Charleston e cinco finais no total.
Coco Gauff, campeã em 2024, busca a recuperação depois de não passar da fase de grupos no ano passado. Venceu em Cincinnati, foi semifinalista em Wimbledon e no US Open e finalista em Miami e Roma.
Elina Svitolina volta ao Finals sete anos depois da última aparição. Aos 32 anos, venceu os dez primeiros jogos da temporada, conquistou Auckland e o maior título da carreira em Roma, e chega embalada por duas quartas de final seguidas, em Pequim e Wuhan.
Karolína Muchová garantiu a oitava e última vaga em 21 de outubro. Ganhou o WTA 1000 de Doha — apenas o segundo título da carreira —, somou Bad Homburg e foi vice em Wimbledon, resultado que a levou ao número 6 do mundo.
Iga Świątek, que chegou a disputar a corrida, não estará na chave: ela encerrou a temporada após desistir de Ningbo, por lesão na coxa.
Luisa Stefani nas duplas: a brasileira na chave
Stefani e Dabrowski garantiram a vaga em 3 de setembro e chegam a Indian Wells como a segunda dupla da corrida da temporada, atrás de Kateřina Siniaková e Taylor Townsend.
A parceria de 2026 tem títulos em Dubai (WTA 1000), Estrasburgo, Eastbourne e São Paulo, além do vice em Wimbledon e da semifinal no US Open. As duas conhecem o caminho do Finals: Dabrowski foi campeã em 2024, e Stefani foi vice em 2025, ao lado da húngara Tímea Babos.
Em simples, o Brasil não terá representante. Bia Haddad Maia ficou fora das 50 primeiras da corrida e anunciou em agosto uma pausa na temporada. A posição atualizada das brasileiras está no ranking ATP e WTA.
Como funciona o formato
As oito tenistas de simples são divididas em dois grupos de quatro, e cada uma enfrenta as outras três do seu grupo nos primeiros seis dias. As duas melhores de cada grupo avançam à semifinal, em cruzamento: a primeira de um grupo pega a segunda do outro, e vice-versa. As vencedoras das semifinais disputam o título.
As duplas seguem exatamente o mesmo desenho. A campeã de simples recebe o troféu Billie Jean King, e a dupla campeã, o troféu Martina Navratilova. Nesta edição, todas as partidas serão disputadas no Stadium 2, e cada sessão da fase de grupos e das semifinais terá dois jogos de simples seguidos de dois de duplas — um formato mais concentrado do que o do BNP Paribas Open de março, que espalha jogos por vários dias e quadras.
O que está em jogo
- Prêmio total de US$ 15,5 milhões. Em 2025, Rybakina levou US$ 5,23 milhões por vencer os cinco jogos, o maior prêmio da história do esporte feminino.
- O topo do ranking. Rybakina terminou a temporada como número 1 depois do US Open; o Finals fecha a conta do ano.
- A primeira edição em Indian Wells. O torneio estava previsto para Riad, em 7 a 14 de novembro, terceiro ano seguido na Arábia Saudita. A WTA pediu a troca de sede e encerrou o contrato de três anos seis meses antes do prazo, citando questões de segurança. De 2027 a 2029, o Finals será em Charlotte, na Carolina do Norte. O histórico da mudança está na reportagem sobre o WTA Finals em Indian Wells.
As últimas campeãs
| Ano | Campeã | Vice | Sede |
|---|---|---|---|
| 2025 | Elena Rybakina | Aryna Sabalenka | Riad |
| 2024 | Coco Gauff | Zheng Qinwen | Riad |
| 2023 | Iga Świątek | Jessica Pegula | Cancún |
| 2022 | Caroline Garcia | Aryna Sabalenka | Fort Worth |
O torneio é o último grande evento da temporada feminina e, no calendário, antecede a reta final do circuito masculino — o guia completo está no calendário do tênis 2026, e a disputa masculina em Turim aparece na corrida ao ATP Finals.