A temporada de grama do tênis feminino ganha seu grande teste antes de Wimbledon com o Berlin Ladies Open 2026, torneio WTA 500 que acontece entre 15 e 21 de junho no tradicional Rot-Weiss Tennis Club, em Berlim. Com nove das dez melhores jogadoras do mundo na lista inicial de inscrições, o Berlin Ladies Open 2026 reúne a número 1 Aryna Sabalenka, as estrelas Elena Rybakina e Coco Gauff, e a lenda Serena Williams, de volta às quadras nas duplas.

O campo mais forte da temporada de grama

O Berlin Ladies Open 2026 ostenta uma lista de inscrições de tirar o fôlego em sua 99ª edição. São oito cabeças de chave que incluem seis jogadoras do top 10 mundial, todas buscando ritmo na grama como preparação para Wimbledon, que começa em 29 de junho no All England Club.

Entre as cabeças de chave estão a campeã de Roland Garros de 2025 e número 7 do mundo, Coco Gauff (quinta cabeça de chave), que busca recuperar a confiança na grama. Jessica Pegula, número 4 do ranking e terceira cabeça de chave, retorna para defender seu título conquistado em 2024. A norte-americana derrotou Anna Kalinskaya na final daquele ano em uma batalha de três sets. O torneio também conta com a ucraniana Elina Svitolina (sexta cabeça de chave) e a tcheca Karolína Muchová (sétima), ambas com histórico de boas campanhas em quadras rápidas. Diana Shnaider, algoz de Sabalenka em Roland Garros, entrou na chave principal após a desistência de Mirra Andreeva.

Sabalenka e Rybakina lideram a chave principal

Aryna Sabalenka, número 1 do mundo e primeira cabeça de chave, chega a Berlim como a principal favorita ao título. A bielorrussa, que busca seu primeiro Grand Slam na grama — tem dois títulos do Australian Open no currículo —, caiu nas quartas de final de Roland Garros diante de Diana Shnaider e vê na temporada de grama uma oportunidade para consolidar seu domínio.

Elena Rybakina, número 2 do mundo e segunda cabeça de chave, é a única campeã de Wimbledon em atividade no feminino desde 2022. A cazaque chega a Berlim após uma campanha sólida no saibro europeu. Anisimova (quarta cabeça de chave), Nosková (oitava) e a wild card Paula Badosa completam um quadro de simples repleto de talento.

Andreeva desiste após título em Roland Garros

Mirra Andreeva, de 19 anos, conquistou seu primeiro título de Grand Slam em Roland Garros no último domingo ao derrotar a polonesa Maja Chwalińska na final. Andreeva tornou-se a campeã mais jovem do Aberto da França desde Monica Seles, que venceu o torneio em 1992 com 18 anos. No entanto, Andreeva não disputará o Berlin Ladies Open 2026 — a jovem russa desistiu do torneio e foi substituída por Diana Shnaider na chave principal. A decisão, compreensível após a maratona em Paris, interrompe o que seria um dos confrontos mais aguardados da temporada de grama. A expectativa agora fica para Wimbledon, onde Andreeva pode fazer sua estreia no Grand Slam londrino.

Serena Williams retorna às duplas em Berlim

Um dos maiores atrativos do Berlin Ladies Open 2026 é a presença de Serena Williams. A lenda de 44 anos, vencedora de 23 títulos individuais de Grand Slam, recebeu um wild card para o sorteio de duplas ao lado da tcheca Karolína Muchová. Serena já havia feito sua aguardada volta ao tênis na semana anterior, no Queen’s Club de Londres, onde jogou ao lado da jovem canadense Victoria Mboko. No entanto, a parceria foi interrompida precocemente quando Mboko sofreu uma lesão no joelho. Mboko também desistiu do torneio de Berlim, sendo substituída por Anastasia Potapova.

A parceria com Muchová, finalista de Roland Garros em 2023, pode ser promissora. Serena, que não compete em simples desde 2022, tem usado as duplas como forma de se manter competitiva. Sua presença no Rot-Weiss Tennis Club, agora com o sorteio já definido, garante um show à parte para o público alemão. Wild cards de simples também foram concedidas a Alexandra Eala, Eva Lys e Paula Badosa.

Premiação e pontos em jogo

O Berlin Ladies Open 2026 distribui uma premiação total generosa para um torneio WTA 500. A campeã embolsará €161.310 e 500 pontos no ranking. A finalista leva €99.565 e 325 pontos.

  • Campeã: €161.310 e 500 pontos
  • Finalista: €99.565 e 325 pontos
  • Semifinal: €57.395 e 195 pontos
  • Quartas de final: €29.110 e 108 pontos
  • Segunda rodada: €15.471 e 60 pontos
  • Primeira rodada: €11.045 e 1 ponto

Para jogadoras como Pegula, que defende os pontos de 2024, a semana em Berlim tem peso extra na corrida para o WTA Finals.

História e tradição do torneio em Berlim

O torneio feminino de Berlim tem uma história rica que remonta aos anos 1990, quando era conhecido como German Open e era disputado no saibro. Lendas como Steffi Graf — que venceu o torneio nove vezes, incluindo cinco títulos entre 1990 e 1996 —, Monica Seles, Justine Henin e Arantxa Sánchez Vicario levantaram o troféu na era de ouro do tênis alemão.

Em 2021, o torneio foi transferido para a grama e para o Rot-Weiss Tennis Club como parte da reestruturação do calendário WTA, tornando-se uma das principais preparações para Wimbledon. Desde então, campeãs como Ons Jabeur (2022), Petra Kvitová (2023), Jessica Pegula (2024) e Markéta Vondroušová (2025) escreveram seus nomes na história.

A edição de 2020 não foi disputada devido à pandemia de COVID-19, e o torneio feminino não foi realizado entre 2009 e 2020.

Preparação para Wimbledon

Com Wimbledon marcado para começar em 29 de junho — com premiação recorde de £64,2 milhões, um aumento de 20% em relação a 2025 —, o Berlin Ladies Open 2026 chega no momento ideal para as jogadoras ajustarem seus últimos detalhes na grama.

Após Berlim, a semana seguinte traz o Lexus Eastbourne Open (20 a 27 de junho), último torneio de aquecimento antes do Grand Slam londrino. O caminho até a final em Londres promete ser aberto no feminino após a eliminação precoce de Iga Świątek em Roland Garros — a polonesa, quatro vezes campeã do saibro parisiense, caiu nas oitavas de final. Com Świątek ainda buscando se adaptar à grama, nomes como Rybakina, Sabalenka e Gauff surgem como favoritas naturais para Wimbledon.

O Berlin Ladies Open 2026 não é apenas mais um torneio na temporada de grama. É a vitrine definitiva para o que vem por aí em Wimbledon. Com a volta de Serena Williams, o favoritismo de Sabalenka e Rybakina, e a promessa de Andreeva em Londres, a capital alemã promete uma semana inesquecível para o tênis feminino. O sorteio já está definido — a grama está pronta para novos capítulos.