Entre 13 e 23 de agosto, o Lindner Family Tennis Center, em Mason, Ohio, recebe o Cincinnati Open 2026, torneio combinado de ATP Masters 1000 e WTA 1000 que reúne as maiores estrelas do tênis mundial. Com chave de 96 jogadores em cada circuito, a edição deste ano marca a 125ª edição masculina e a 98ª feminina do torneio — e serve como o último e mais importante teste antes do US Open, que começa em 31 de agosto em Nova York. Este guia reúne tudo o que você precisa saber: datas, sede, formato, favoritos, o destaque brasileiro João Fonseca e as histórias que vão dominar a semana em Ohio.
Quando e onde acontece o Cincinnati Open 2026
A edição de 2026 será disputada de 13 a 23 de agosto no Lindner Family Tennis Center, em Mason, Ohio, nos arredores da cidade de Cincinnati, nos Estados Unidos. O torneio é jogado em piso duro ao ar livre, nas mesmas condições que os jogadores vão encontrar no US Open algumas semanas depois — um dos motivos pelos quais o evento é tratado como o grande termômetro da reta final da gira norte-americana.
O qualifying começa na terça-feira, 11 de agosto, e a primeira rodada da chave principal tem início na quinta-feira, 13 de agosto. A grande novidade de 2026 é que as finais de simples passam a ser disputadas no domingo, 23 de agosto — no ano passado, elas foram realizadas numa segunda-feira, o que fez do torneio uma exceção no calendário. A mudança devolve o encerramento do evento para o tradicional fim de semana.
Formato estendido e o novo campus
O Cincinnati Open é um dos poucos torneios do calendário que recebe ATP e WTA no mesmo local e na mesma semana, ao lado de Indian Wells, Miami, Madri e Roma. Desde a transformação do seu campus — um investimento de US$ 260 milhões que dobrou a estrutura do centro de tênis — o evento adotou chaves de 96 jogadores e um formato estendido de 12 dias, com sessões diurnas e noturnas.
A modernização foi reconhecida pelo circuito: o torneio foi eleito o ATP Masters 1000 do Ano (Tournament of the Year). Em 2026, a estrutura renovada volta a receber os principais nomes do ranking, num cenário que a organização descreve como um dos mais completos do circuito.
O que está em jogo antes do US Open
Com o US Open se aproximando, Cincinnati vale mais do que os 1.000 pontos de um Masters 1000 para o vencedor. É a última oportunidade de ganhar ritmo, testar ajustes e somar confiança em quadra dura antes do Grand Slam de Nova York. Nos últimos anos, o desempenho no evento de Ohio frequentemente apontou quem estava chegando em forma para a reta final da temporada.
Para os defensores do título, a pressão é dupla: além de tentar repetir a conquista, eles precisam proteger pontos importantes no ranking. Carlos Alcaraz, campeão masculino de 2025, defende os 1.000 pontos do título; Iga Swiatek, campeã feminina, defende a mesma quantidade — a única entre todas as jogadoras da chave a carregar o valor máximo de pontos defensores.
ATP: Sinner em busca do único título que falta
Jannik Sinner chega a Cincinnati como o cabeça de chave número 1, com 13.450 pontos, e como o homem a ser batido. O italiano vive a temporada mais dominante da carreira: venceu todos os cinco Masters 1000 disputados até agora em 2026 — Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Madri e Roma —, completou o Career Golden Masters e conquistou Wimbledon em julho. O único Masters 1000 do ano que ainda falta para ele é justamente Cincinnati.
O cabeça 2, Carlos Alcaraz, volta ao circuito depois de três meses afastado. O espanhol não joga desde abril, quando sofreu uma lesão no punho direito durante o torneio de Barcelona; a contusão o tirou de Roland Garros e Wimbledon, dois torneios que ele venceu em temporadas anteriores. A sua presença na chave de Cincinnati é o sinal mais claro de que está pronto para competir novamente — e chega como o atual campeão do evento, já que venceu a final de 2025 contra Sinner, que abandonou por doença.
Fecham o topo da chave Alexander Zverev (cabeça 3), Félix Auger-Aliassime (4) e Novak Djokovic (5), que soma 3.760 pontos. Djokovic, tricampeão em Cincinnati (2018, 2020 e 2023), segue como uma ameaça constante em piso duro mesmo aos 39 anos.
WTA: Sabalenka lidera e Swiatek defende o título
No feminino, Aryna Sabalenka é a cabeça de chave número 1, seguida por Elena Rybakina (2), Jessica Pegula (3), Coco Gauff (4) e Mirra Andreeva (5). Iga Swiatek, campeã de 2025 ao superar Jasmine Paolini na final, é a cabeça 8 e defende os 1.000 pontos conquistados no ano passado.
A chave feminina desta edição reserva histórias especiais: Serena e Venus Williams receberam um wildcard para as duplas e vão voltar a jogar juntas pela primeira vez desde o US Open de 2022. Entre as baixas, Emma Raducanu saiu da lista e foi substituída pela australiana Maya Joint, enquanto Victoria Mboko e Hailey Baptiste desistiram por lesão no joelho. Mesmo com os desfalques, o nível segue altíssimo, com várias ex-campeãs e as principais forças do circuito presentes.
João Fonseca: o brasileiro cabeça de chave
O grande destaque brasileiro no Cincinnati Open 2026 é João Fonseca. Aos 19 anos, o carioca ocupa a 27ª posição do ranking da ATP e entra como cabeça de chave número 27, o que lhe garante um bye na primeira rodada e estreia direto na segunda — uma vantagem importante no formato de 96 jogadores.
Fonseca vem de uma temporada de crescimento consistente e é, junto com a filipina Alexandra Eala, um dos jovens nomes mais observados do torneio. Para a torcida brasileira, ele representa a maior aposta do país na gira norte-americana de piso duro, com a missão de transformar a boa fase em resultados num dos torneios mais disputados do calendário.
Retornos, wildcards e o jejum americano
Além dos grandes nomes, o torneio reúne uma lista de wildcards de peso no masculino: Grigor Dimitrov, Jack Draper, Gaël Monfils e Stan Wawrinka. Holger Rune e Shang Juncheng entram na chave com ranking protegido, o que acrescenta imprevisibilidade ao sorteio.
E há uma escrita a ser quebrada: nenhum americano vence o masculino em Cincinnati desde Andy Roddick em 2006. Ben Shelton e Taylor Fritz, cabeças 10 e 9 respectivamente, lideram a delegação local e tentam encerrar esse jejum de duas décadas diante da torcida de casa.
Expectativa para o torneio
Com os melhores jogadores do mundo comprometidos, chaves de 96 tenistas, uma estrutura renovada e a novidade da final no domingo, o Cincinnati Open 2026 se desenha como o teste mais completo da gira de piso duro antes do US Open. Para Sinner, é a chance de completar a coleção de Masters 1000 do ano; para Alcaraz, o retorno triunfal; para Swiatek e Sabalenka, a disputa pela hegemonia feminina; e para João Fonseca, a oportunidade de confirmar, em quadras duras, que o Brasil tem um novo protagonista no tênis mundial. Entre 13 e 23 de agosto, todos os olhos estarão em Mason, Ohio — e o que acontecer por lá pode definir o tom do último Grand Slam da temporada.
