Sem Jannik Sinner, a chave do US Open 2026 tem Alexander Zverev como cabeça de chave nº 1 — a primeira vez na carreira do alemão — e será sorteada nesta quinta-feira (27/08), em Nova York. Os 32 cabeças de chave já estão definidos pelo ranking publicado em 24/08, e a chave principal começa no domingo, 30 de agosto, no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Flushing Meadows. Sem o nº 1 do mundo, a disputa masculina aparece como a mais aberta dos últimos anos, e o Brasil chega sem representante garantido no simples masculino depois de João Fonseca anunciar desistência por lesão no abdômen (fonte: TenisBrasil).
Como fica a chave do US Open 2026
O sorteio oficial do US Open 2026 está marcado para a quinta-feira, 27 de agosto (fonte: usopen.org). Até lá, o que já está definido é a ordem dos 32 cabeças de chave, montada a partir do ranking de 24/08. Por regra, os oito primeiros não podem se enfrentar antes das quartas de final, e os quatro primeiros só se cruzam na semifinal (fonte: Yahoo Sports) — o que significa que Zverev, o nº 1 de projeto, só encontraria o nº 2, Carlos Alcaraz, na decisão, caso ambos avancem.
A notícia da semana, porém, veio antes do sorteio. O italiano Jannik Sinner, líder do ranking, anunciou que está fora por lesão no joelho direito. É a primeira ausência dele em um Grand Slam desde Wimbledon de 2019 — o italiano venceu o US Open em 2024, foi vice-campeão em 2025 e chega a Nova York como campeão de Wimbledon 2026 (fonte: Wikipedia, Yahoo Sports). A ausência de Sinner reordena toda a chave e empurra cada um dos demais jogadores uma posição acima na lista de cabeças de chave.
Os 32 cabeças de chave do US Open 2026
Com o ranking de 24/08, a lista completa de cabeças de chave do US Open 2026 fica assim (fonte: Wikipedia):
| Cabeça de chave | Jogador | |—|—| | 1 | Alexander Zverev |
| 2 | Carlos Alcaraz |
|---|---|
| 4 | Novak Djokovic |
| 5 | Flavio Cobolli |
| 6 | Alex de Minaur |
| 7 | Daniil Medvedev |
| 8 | Ben Shelton |
| 9 | Taylor Fritz |
| 10 | Arthur Fils |
| 11 | Frances Tiafoe |
| 12 | Rafael Jódar |
| 13 | Lorenzo Musetti |
| 14 | Learner Tien |
| 15 | Alexander Bublik |
| 16 | Brandon Nakashima |
| 17 | Jakub Menšík |
| 18 | Jiří Lehečka |
| 19 | Casper Ruud |
| 20 | Tommy Paul |
| 21 | Luciano Darderi |
| 22 | Valentin Vacherot |
| 23 | Andrey Rublev |
| 24 | Francisco Cerúndolo |
| 25 | Alejandro Tabilo |
| 26 | Arthur Rinderknech |
| 27 | Ugo Humbert |
| 28 | Tomás Martín Etcheverry |
| 29 | Alexander Blockx |
| 30 | Cameron Norrie |
| 31 | Matteo Arnaldi |
| 32 | Zizou Bergs |
Além de Sinner, também saíram da lista original o brasileiro João Fonseca (26º do ranking, nº 1 do Brasil), por uma lesão no abdômen, e o espanhol Alejandro Davidovich Fokina, por lesão nas costas — os três estavam entre os projetados para ser cabeças de chave em Nova York (fonte: Wikipedia).
Zverev, o nº 1 que nunca foi nº 1 do mundo
Com a desistência de Sinner, Alexander Zverev assume o topo da chave e escreve um capítulo inédito: é a primeira vez na carreira que ele lidera um Grand Slam como cabeça de chave nº 1, tornando-se o primeiro jogador do ranking ATP a ocupar essa posição em um Grand Slam sem nunca ter sido nº 1 do mundo (fonte: Wikipedia). O alemão, de serviço e peso de fundo de quadra, foi finalista do US Open em 2020 — sua primeira final de Grand Slam — e chega a Nova York como um dos nomes mais capazes de desafiar a hierarquia formada por Alcaraz e Sinner na temporada (fonte: Yahoo Sports).
Como nº 1 de projeto, Zverev será colocado no topo da chave (Seção 1) e só cruzaria com Alcaraz em uma eventual final (fonte: Wikipedia, Yahoo Sports).
Alcaraz volta de lesão para defender o título
O atual campeão, Carlos Alcaraz, é o cabeça de chave nº 2 e defenderá o título conquistado em 2025 ao bater Sinner na final por 6/2, 3/6, 6/1 e 6/4 (fonte: usopen.org). A grande dúvida é o físico: o espanhol não joga desde abril por causa de uma lesão no pulso direito, que o tirou de Roland Garros e Wimbledon, e ainda não voltou ao circuito antes de Nova York (fonte: Wikipedia, Five Reasons Sports). No ano, ele já conquistou o Australian Open de 2026, vencendo Novak Djokovic na final em Melbourne (fonte: Yahoo Sports).
A variedade de jogo espanhol, com subidas à rede e mudanças de ritmo, costuma cair bem nas quadras rápidas de Nova York. A dúvida é se o pulso — ligado diretamente ao saque e ao controle do forehand — responde ao desgaste de um torneio de cinco sets (fonte: Five Reasons Sports).
Djokovic em busca do 25º Grand Slam
Novak Djokovic, cabeça de chave nº 4, chega a Nova York buscando um recorde que assombra a história do tênis: o 25º título de Grand Slam (fonte: Wikipedia). Aos 39 anos, o sérvio tem o US Open de 2023 como último título em Flushing Meadows, e a ausência de Sinner — que se tornou seu adversário mais difícil — e o posicionamento como nº 4 da chave, que o mantém longe de Zverev, Alcaraz e Auger-Aliassime até uma eventual semifinal, dão ao veterano um caminho mais curto do que nas últimas edições (fonte: Yahoo Sports). O sérvio começou o ano como vice-campeão do Australian Open, superado por Alcaraz na final em Melbourne (fonte: Yahoo Sports).
Quem pode surpreender em Nova York
A ausência do nº 1 do mundo abre espaço para nomes que normalmente só brilhariam nas oitavas. Daniil Medvedev, cabeça nº 7 e campeão do US Open 2021, segue como um dos jogadores mais perigosos em quadra dura (fonte: Wikipedia, Yahoo Sports). Ben Shelton, o nº 8, semifinalista em Nova York em 2023, volta a sonhar com uma campanha profunda jogando em casa (fonte: Yahoo Sports). O italiano Flavio Cobolli, nº 5, vive a temporada mais regular da carreira e é tratado como uma das grandes subidas do ano (fonte: Yahoo Sports). Alex de Minaur, o nº 6, traz velocidade e consistência para ser um adversário desconfortável nas quartas (fonte: Yahoo Sports).
Os americanos também chegam fortes: Taylor Fritz (nº 9), Frances Tiafoe (nº 11) e Tommy Paul (nº 20) formam um trio com direito a torcida pesada em Nova York (fonte: Wikipedia, Yahoo Sports). Fora do grupo de cabeças de chave, uma história encerrada chama atenção: Gaël Monfils, ex-nº 6 do mundo, disputa o último Grand Slam da carreira (fonte: Wikipedia).
No feminino, a chave tem favorita mais clara: Aryna Sabalenka é a nº 1 da chave e defende o bi, em busca do terceiro título consecutivo no US Open (fonte: Five Reasons Sports).
Sem Fonseca, Wild sustenta o Brasil no quali
O US Open 2026 terá o masculino brasileiro dependente do qualificatório. João Fonseca, 26º do ranking e nº 1 do país, anunciou que não se recuperou da lesão no abdômen sofrida no Masters 1000 de Cincinnati e está fora — ele seria o cabeça de chave 25 (fonte: TenisBrasil). Na primeira rodada do quali, na segunda-feira (24/08), Thiago Wild foi o único brasileiro a avançar: venceu o italiano Raul Brancaccio por 6/2 e 6/1 em 59 minutos, com oito aces e 87% de aproveitamento no primeiro serviço, e agora busca vaga nas rodadas seguintes diante de Stefano Napolitano ou Mackenzie McDonald (fonte: TenisBrasil). Felipe Meligeni caiu para o tcheco Dalibor Svrcina por 6/3 e 6/4, e Gustavo Heide também foi eliminado na estreia.
Para reforçar os números: Wild voltou ao top 200 na 198ª posição e, caso confirme a vaga, terá pela frente um torneio em que já disputou a chave principal duas vezes (fonte: TenisBrasil).
Perguntas frequentes
Quando é o sorteio da chave do US Open 2026? O sorteio ocorre na quinta-feira, 27 de agosto, no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Nova York (fonte: usopen.org).
Quem é o cabeça de chave nº 1 do US Open 2026? Alexander Zverev é o nº 1 da chave após a desistência de Jannik Sinner por lesão no joelho (fonte: Wikipedia, Yahoo Sports).
Carlos Alcaraz vai defender o título no US Open 2026? Sim. Alcaraz é o cabeça de chave nº 2 e defenderá o título conquistado em 2025, mas chega depois de quase quatro meses parado por lesão no pulso (fonte: usopen.org, Five Reasons Sports).
João Fonseca joga o US Open 2026? Não. O nº 1 do Brasil está fora por lesão no abdômen, sofrida no Masters 1000 de Cincinnati — ele seria o cabeça de chave 25 (fonte: TenisBrasil).
Quem pode representar o Brasil no masculino? Apenas via qualificatório: Thiago Wild avançou na primeira rodada e é o único brasileiro vivo na disputa por uma vaga na chave principal (fonte: TenisBrasil).
Quando começa a chave principal? A chave principal vai de domingo, 30 de agosto, a domingo, 13 de setembro, em Flushing Meadows (fonte: TenisBrasil, guia do site).
Para acompanhar o torneio completo, confira o guia do US Open 2026 com datas, favoritos e horários de Brasília, aprenda onde assistir ao US Open 2026 no Brasil, acompanhe os brasileiros no quali e na chave e veja o ranking ATP atualizado.
