O calendário do tênis 2026 não dá trégua. Wimbledon terminou no último domingo, 12 de julho, com Jannik Sinner conquistando seu quinto Grand Slam ao derrotar Alexander Zverev na final masculina, e Linda Nosková levantando o troféu feminino em uma final totalmente tcheca. Enquanto a poeira baixa na grama londrina, o circuito ATP e WTA já se prepara para uma nova fase: a gira de saibro europeu, a temporada norte-americana de quadra dura e o US Open. Neste guia, você descobre tudo o que esperar dos próximos meses.

Gira europeia de saibro: o calendário do tênis 2026 em Båstad, Gstaad e Umag

Mal Wimbledon termina e o ATP Tour já volta ao saibro. A partir de 13 de julho, três torneios ATP 250 acontecem simultaneamente na Europa: o Nordea Open em Båstad (Suécia), o EFG Swiss Open Gstaad (Suíça) e o Plava Laguna Croatia Open Umag (Croácia).

Em Båstad, o russo Andrey Rublev entra como cabeça de chave número 1 e campeão da edição de 2023. O italiano Luciano Darderi, atual campeão e dono de cinco títulos no saibro na carreira, é o segundo favorito. Destaque também para o francês Moïse Kouamé, prodígio de 17 anos que recebeu um wild card após chegar à terceira rodada de Roland Garros, e para o búlgaro Grigor Dimitrov, que também disputará o torneio sueco com um convite especial.

Gstaad, realizado a 1.050 metros de altitude nos Alpes suíços, tem condições únicas: a bola viaja mais rápido que no saibro tradicional, favorecendo jogadores agressivos. O cazaque Alexander Bublik é o cabeça 1 e defensor do título. O norueguês Casper Ruud, bicampeão em 2021 e 2022, busca retomar o bom momento após uma saída precoce em Wimbledon. Mas a grande história da semana é a despedida de Stan Wawrinka, campeão de três Grand Slams, que disputa Gstaad pela última vez antes de se aposentar no fim da temporada.

Umag, na costa croata, tem um campo forte liderado por Flavio Cobolli — finalista de Roland Garros 2026 e cabeça de chave número 1. O espanhol Alejandro Davidovich Fokina, campeão em Mallorca e oitavos de finalista em Wimbledon neste ano, é o segundo favorito. O croata Dino Prizmic, que neste ano venceu Ben Shelton e Novak Djokovic em torneios Masters 1000, joga em casa e promete luta.

Kitzbühel e Estoril: a última chance no saibro

Na semana de 20 de julho, o saibro europeu tem mais dois ATP 250: o Austrian Open em Kitzbühel e o Estoril Open em Portugal. Ambos os torneios representam a última oportunidade para os especialistas no piso lento somarem pontos antes da transição para a gira dura.

Kitzbühel, nos Alpes austríacos, é conhecido pelo cenário deslumbrante e pelo público apaixonado. Já Estoril, na região de Lisboa, atrai vários tenistas brasileiros e sul-americanos por ser um dos últimos torneios no saibro antes do foco total na quadra dura.

Calendário do tênis 2026: temporada norte-americana de quadra dura

A partir de 27 de julho, o circuito muda completamente de rumo com o início da gira norte-americana de quadra dura. O ATP 500 de Washington e o ATP 250 de Los Cabos, no México, abrem a temporada que culmina no US Open.

Washington é historicamente um dos torneios mais importantes do verão americano. Com quadras rápidas e um campo competitivo, o evento serve como termômetro para os Masters 1000 que vêm a seguir.

Em agosto, os holofotes se voltam para os dois maiores torneios de preparação para o US Open: o National Bank Open em Montreal (Canadá), de 3 a 10 de agosto, e o Cincinnati Open, de 10 a 17 de agosto. Ambos são ATP Masters 1000, os torneios mais importantes depois dos Grand Slams, e reúnem todos os melhores tenistas do mundo.

Para o brasileiro João Fonseca, que foi cabeça de chave número 24 em Wimbledon e caiu na terceira rodada para Roman Safiullin, a gira de quadra dura é uma oportunidade de ouro. A expectativa é que o jovem de 19 anos dispute Washington e os Masters 1000 canadense e americano para ganhar ritmo e ranking antes do US Open.

US Open 2026: o grande final

O último Grand Slam da temporada será disputado de 23 de agosto a 13 de setembro de 2026 no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Flushing Meadows, Nova York. O US Open de 2026 terá um formato estendido de três semanas, com a Arthur Ashe Kids’ Day abrindo a programação em 23 de agosto e a chave principal começando no dia 24.

A temporada de 2026 já viu três campeões de Grand Slam diferentes: Carlos Alcaraz venceu o Australian Open, Alexander Zverev conquistou seu primeiro major em Roland Garros e Jannik Sinner levou Wimbledon. Quem será o quarto? Novak Djokovic, que caiu na semifinal de Wimbledon para Sinner, continua em busca de recordes aos 39 anos. Sinner, agora com cinco Slams, quer consolidar seu domínio. E Zverev, campeão em Paris, provou que pode vencer nos momentos decisivos.

O calendário WTA pós-Wimbledon

No lado feminino, a WTA também não dá folga. Na primeira semana após Wimbledon, dois torneios WTA 250 acontecem: o UniCredit Iasi Open, na Romênia, disputado no saibro, e o Vanda Pharmaceuticals Athens Open, na Grécia, que marca o retorno de um torneio da WTA a Atenas após 35 anos.

A grande atração em Atenas é a grega Maria Sakkari, ex-número 3 do mundo, que jogará diante de sua torcida. Em Iasi, a romena Sorana Cîrstea é a esperança local.

Depois disso, a WTA embarca na mesma gira norte-americana, com os WTA 1000 em Toronto e Cincinnati, antes do US Open.

O que esperar

Os próximos dois meses definirão quem chega ao US Open em boa forma, quem conquista pontos vitais no ranking e quem surpreende. Dos torneios de saibro europeu aos grandes palcos de Montreal, Cincinnati e Nova York, o tênis de 2026 promete emoções até o fim. Fique de olho — o melhor ainda está por vir.