O Cincinnati Open 2026 está desenhado para ser um dos torneios mais estrelados da temporada. Com a confirmação da chave de inscritos, o ATP Masters 1000 e WTA 1000 que acontece entre 8 e 23 de agosto em Mason, Ohio, terá em quadra todos os Top 10 do ranking mundial, 10 ex-campeões e 43 jogadores que já levantaram um troféu em 2026. O torneio será o último grande teste antes do US Open, que começa em 31 de agosto em Nova York.
Sinner chega como o homem a ser batido
Jannik Sinner, número 1 do mundo, vive a melhor temporada da carreira. O italiano de 24 anos soma seis títulos em 2026, incluindo todos os cinco Masters 1000 disputados até agora — Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Madri e Roma. Com a conquista em Roma, tornou-se o mais jovem jogador da Era Aberta a completar o Career Golden Masters, vencendo todos os nove Masters 1000 do circuito pelo menos uma vez. Em julho, Sinner defendeu com sucesso seu título em Wimbledon ao derrotar Alexander Zverev na final. No Cincinnati Open do ano passado, ele foi vice-campeão — e chega a Ohio com a missão de conquistar o único Masters 1000 que ainda lhe falta no ano.
Alcaraz de volta após lesão
Carlos Alcaraz, atual campeão do Cincinnati Open (2025), é o nome mais aguardado da chave masculina. O espanhol de 23 anos não joga desde abril, quando sofreu uma lesão no punho direito durante o Barcelona Open. A contusão o obrigou a perder Roland Garros e Wimbledon, dois dos torneios que ele venceu em temporadas anteriores. Sua inclusão na lista de inscritos de Cincinnati é o sinal mais claro de que o multicampeão de Grand Slam está pronto para voltar à competição a tempo do US Open, embora sua equipe não tenha confirmado uma data exata de retorno.
O peso dos campeões passados
A chave masculina conta com cinco ex-campeões do torneio: Alcaraz (2025), Sinner (2024), Novak Djokovic (tricampeão em 2018, 2020 e 2023), Alexander Zverev (2021) e Daniil Medvedev (2019). Djokovic, mesmo aos 39 anos, segue sendo uma ameaça em quadras duras e busca seu quarto título em Cincinnati.
WTA: campeãs de Slam e o domínio de Sabalenka
No feminino, a chave é igualmente impressionante. A bielorrussa Aryna Sabalenka, número 1 do mundo e atual campeã do US Open, lidera a lista ao lado da polonesa Iga Swiatek, atual campeã do Cincinnati Open (2025). Swiatek e Sabalenka, junto com Coco Gauff (campeã em 2023), Madison Keys (2019) e Karolina Pliskova (2016), formam um grupo de cinco ex-campeãs na chave.
Sabalenka soma três títulos em 2026, assim como Mirra Andreeva, a sensação russa de 19 anos que conquistou Roland Garros em junho. Linda Noskova, campeã de Wimbledon 2026 após vencer a final contra Ons Jabeur, chega a Ohio tentando transferir seu momento do gramado para o piso duro. Elena Rybakina, campeã do Australian Open no início do ano, e Naomi Osaka — quatro vezes campeã de Grand Slam em fase de recuperação — completam um elenco feminino recheado de campeãs de majors.
Ao todo, 15 campeãs e campeões de Grand Slam estão nas duas chaves, e 19 mulheres já venceram pelo menos um torneio em 2026.
João Fonseca: o brasileiro em ascensão
O grande destaque brasileiro no torneio é João Fonseca. Aos 19 anos, o carioca ocupa atualmente a 27ª posição no ranking da ATP, com 1.710 pontos. Sua ascensão tem sido um dos temas mais comentados do tênis sul-americano em 2026. Fonseca vem de uma sequência consistente de resultados e tem chamado a atenção de especialistas pela maturidade tática e pelo saque potente.
Em Cincinnati, ele entra com a vantagem de estar entre os cabeças de chave, o que lhe garante estreia diretamente na segunda rodada — um benefício importante num torneio com chave de 96 jogadores. Ao lado da filipina Alexandra Eala, Fonseca é um dos nomes jovens mais observados na competição, tanto pela torcida brasileira quanto por olheiros que enxergam nele um potencial futuro Top 10.
O retorno de Holger Rune e as promessas da nova geração
Outro nome que chama atenção na chave masculina é o dinamarquês Holger Rune, ex-número 4 do mundo. Rune passou por uma cirurgia no tendão de Aquiles no início do ano e não competia em nível Masters 1000 desde então. Sua volta em Cincinnati, utilizando ranking protegido, adiciona uma camada extra de imprevisibilidade ao torneio.
Entre as promessas, o espanhol Rafael Jodar e o americano Learner Tien também estarão em quadra, reforçando a presença de uma nova geração pronta para desafiar os veteranos. Jodar, campeão do Challenger de Savannah em maio, tem sido comparado a Alcaraz pelo estilo agressivo de jogo.
Americanos em busca do título caseiro
A torcida local terá muito o que comemorar. São 24 americanos na chave, incluindo 6 mulheres no Top 30 da WTA: Jessica Pegula (3ª do mundo), Coco Gauff, Amanda Anisimova, Iva Jovic, Madison Keys e Emma Navarro. No masculino, os Top 10 Ben Shelton e Taylor Fritz lideram a delegação, acompanhados por Frances Tiafoe, Tommy Paul e o jovem Learner Tien. Desde que Andy Roddick venceu o torneio em 2006, nenhum americano levou o título em Cincinnati no masculino — uma escrita que Shelton ou Fritz esperam quebrar.
O que esperar do torneio
Com chave de 96 jogadores no ATP e no WTA, o Cincinnati Open deste ano adotou um formato estendido de 12 dias — uma mudança implementada desde 2025 que permitiu ao torneio expandir a experiência para fãs e atletas. A premiação total ultrapassa os US$ 14 milhões combinados entre as duas chaves, com o campeão masculino embolsando mais de US$ 1,1 milhão.
Para os principais candidatos, Cincinnati é mais do que um título — é a última chance de ganhar ritmo em quadra dura, somar pontos importantes e ajustar o jogo antes do US Open. Para os defensores do título, Swiatek e Alcaraz, a pressão é dobrada: além de defender o troféu, precisam proteger pontos valiosos no ranking.
Com os maiores nomes do esporte comprometidos e uma safra de jovens talentos pronta para brilhar, o Cincinnati Open 2026 tem tudo para ser o melhor torneio preparatório para o US Open dos últimos anos.
